A volta às aulas e as novas demandas
2020 é um ano que entrará para a história. Uma pandemia tomou conta do planeta e, praticamente da noite para o dia, o mundo parece ter virado de cabeça para baixo. Enquanto aos poucos as atividades vão retornando à uma nova normalidade, a volta às aulas presenciais trará novas demandas, que dependerão de situações inéditas e tomadas de decisão completamente novas para todos nós.
O surto do vírus Sars-Cov-2, que causa a doença conhecida como Covid-19, obrigou o fechamento do comércio, paralisou ou encerrou diversas atividades econômicas, reteve as pessoas em casa, e retirou cerca de 1,5 bilhão de alunos das escolas em todo o planeta.
Estudos tratam da possibilidade de déficit de aprendizagem para uma grande parcela dos alunos, já que muitos não conseguiram acompanhar as aulas na modalidade à distância, seja pela dificuldade em se adaptar à nova rotina, seja pela falta de estrutura no lar ou pela ausência de internet em milhares de residências.
Demandas já conhecidas e não resolvidas
O mundo infelizmente não se preparou para a chegada de uma pandemia, especialmente os países que enfrentam há décadas os mesmos problemas sociais, como altas taxas de analfabetismo, evasão escolar, mão-de-obra desqualificada, desemprego, e outros
problemas indiretamente associados à falta de estímulos à educação, mas recorrentes nesses ambientes, como fome e desnutrição, violência doméstica, trabalho infantil e gravidez precoce.
Em tempos normais os governos não conseguiram mitigar esses problemas, que foram agravados com a chegada da crise de saúde pública, sempre pelo mesmo fato: a escolha de não priorizar essas agendas.
Segundo analistas, a situação na América Latina, por exemplo, trouxe sérios efeitos para a educação.

No retorno: a saúde física e a saúde mental como demanda
Para o retorno das atividades presenciais, é importante que todos nós estejamos preparados para o enfrentamento dessas já conhecidas ocorrências, acrescentadas agora às novas situações, que envolvem o medo de infecção por parte dos alunos e dos profissionais, especialmente aqueles que moram ou convivem com familiares ou qualquer outra pessoa que pertença ao grupo de risco.
Mas essa não será a única dificuldade encontrada por gestores, mantenedores, diretores, coordenadores, educadores e professores. Um possível aumento no número de casos de depressão de crianças e jovens também deve ser enfrentado como um desafio, além de outras situações ainda desconhecidas.
O ambiente escolar proporciona a crianças e jovens relacionamentos interpessoais, a sensação de pertencimento a um grupo específico, a socialização, a transferência de culturas e significados, e o constante e poderoso aprendizado sobre o outro, que pode refletir numa busca importante sobre o próprio ser individual.
Aumento de casos de bullying, intolerâncias, agressões verbais e xenofobia são algumas das doenças fenomenologicamente sociais que podem ter elevação no número de ocorrências.
Portanto, é importante que as crianças, que são a representação do futuro, estejam preparadas para viver nesse novo mundo que vem por aí. E nem sempre será somente a escola que pode oferecer essa paz, tranquilidade e sensação de segurança.
As instituições de ensino precisam se preparar para o fim do EaD e o retorno das atividades presenciais, levando em conta as situações demonstradas acima e muitas outras que poderão surgir, se equipando com profissionais que estejam à disposição dos alunos e dos profissionais, como psicólogos e terapeutas, e até mesmo médicos e enfermeiros.
A Freestory Educação como ferramenta de aprendizagem ativa
A Freestory se apresenta como um opção para colaborar com as escolas no momento do retorno às atividades presenciais que indubitavelmente irá ocorrer, mais cedo ou mais, a depender das determinações legais e sanitárias de cada estado e município brasileiro.
Cada instituição de ensino também será responsável por realizar as modificações e adaptações necessárias para a recepção dos profissionais, e principalmente dos alunos, que, apesar de não incluírem o grupo de risco, podem ser portadores do vírus e, assim, acabar infectando algum membro familiar.
Nascida como uma startup de entretenimento, mas ciente da sua responsabilidade, do seu compromisso e do seu papel na sociedade, a primeira plataforma do Brasil de histórias infantis em áudio e 100% autorais lança, pela Freestory Educação, seu primeiro projeto transdisciplinar e extracurricular, voltado para escolas de todo o país.
E como tema do primeiro projeto a ser trabalhado, o Retorno às Atividades Escolares Presenciais aborda junto aos alunos como será o mundo no pós-pandemia e, em parceria com os colégios, fornece as instruções necessárias para que os estudantes e seus familiares sintam-se seguros para o retorno das atividades nas escolas.
Dada a presente ocasião pela qual o mundo atravessa, e a importância da discussão do tema por todos os membros da sociedade, a startup, em consonância com mentores, consultores e profissionais da saúde, elaborou todo conteúdo a ser desenvolvido pelos alunos das instituições de ensino parceiras da Freestory Educação.
As situações são apresentadas em formato de storytelling (áudio), seguido de dinâmica apresentada pelo(a) educador(a) que, além de receber treinamento para a apresentação desse modelo de aula, é incentivado a colocar em prática o conhecimento que dispõe para o trabalho junto aos alunos.
Para as famílias e para a comunidade, a certeza de que a escola está empenhada na orientação profissional quanto aos procedimentos a serem adotados por todos os frequentadores do ambiente escolar, sem abrir mão do comprometimento com as melhores práticas de ensino dos mas modernos modelos curriculares e metodologias ativas de aprendizagem do mundo.