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Inteligência Emocional

Este artigo traz considerações sobre a inteligência emocional no desenvolvimento humano, e também sua participação na qualidade de vida e saúde emocional das pessoas.

Podemos iniciar, descrevendo o próprio conceito de inteligência emocional. Afinal, o que é inteligência emocional?

Inteligência Emocional é uma capacidade assertiva para administrar as próprias emoções e também compreender as emoções das outras pessoas. Geralmente, uma pessoa inteligente emocionalmente possui um autoconhecimento satisfatório, e sabe ouvir seus próprios sinais. O controle emocional, a autoestima também possui um papel importante no desenvolvimento da inteligência emocional, e principalmente a empatia.

Sim! A capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa e compreender empaticamente o que ela está sentindo, é um dos pilares do desenvolvimento da inteligência emocional, uma vez que, tendo essa capacidade diminuída, o indivíduo possuirá dificuldades para compreender o outro, e compreender também, a ele mesmo.

Dentre esses benefícios, podemos citar ainda, um melhor gerenciamento de conflitos diante das pressões do dia a dia; uma comunicação mais eficiente, maior controle de reações impulsivas e posteriores arrependimentos; a persistência diante de obstáculos e maior motivação para enfrentá-los, desenvolvimento de relações interpessoais mais saudáveis e duradouras, dentre muitos outros.

A inteligência emocional pode ser desenvolvida e estimulada durante ou em qualquer momento da vida, e a psicoterapia clínica

pode ajudar muito neste processo, mas quando estimulada e desenvolvida  na infância, os benefícios para o indivíduo são ainda maiores.

A inteligência emocional na infância

De acordo com J. Beck (1997), as crenças centrais ou nucleares são desenvolvidas na infância através das interações do indivíduo com outras pessoas significativas e da vivência de muitas situações que fortaleçam essa ideia. E essas crenças determinarão em grande parte, a forma como nos compreendemos e compreendemos o mundo.

Portanto, a inteligência emocional, seu desenvolvimento e estimulação, são iniciados na infância e se não estimulados, a criança poderá se tornar um adulto pouco assertivo emocionalmente.

E como estimular a inteligência emocional nas crianças?

De forma geral, os pais devem mostrar interesse pelos problemas dos filhos, ajudá-los na resolução dos mesmos, e a descrever seus sentimentos em palavras, para que ele aprenda a nomear e aceitar como legítimas, essas emoções. Além disso, é essencial mostrar seus limites, permitir que ele vivencie frustrações que são inevitáveis, e ensiná-lo até onde vai seu limite emocional estimulando sempre o respeito e a empatia em situações de conflito.

Atividades que promovam um reconhecimento dos próprios sentimentos e muito diálogo pode auxiliá-los a desenvolver senso crítico, relacionar conceitos, ter mais empatia nas relações e, principalmente, entender as implicações e consequências de um ato errado. Procure levar sempre a criança a refletir sobre os fatos, estimulá-lo a se colocar no lugar do outro mediante a um conflito.

Passar tempo de qualidade com seus filhos, ouvir histórias, participar das brincadeiras  deles, mostrar que são amados, que seus sentimentos são importantes e acolhe-los em momentos de crise, dizendo que compreende o que ele está sentindo, que isso é natural e que existem formas melhores de lidar com esses sentimentos ruins, certamente vai estimular uma inteligência emocional significativamente importante na vida do seu filho, e ele se tornará um adulto mais assertivo, mais empático e emocionalmente mais inteligente.

Mariane Menegatti - Psicóloga, head de conteúdo cognitivo e sócia da Freestory